Coletivo
COLETIVO CULTURAL TELAS VIVAS ARTESANATO DE TODAS AS ARTES DA PERIFERIA
Descrição
O PROJETO FOI CRIADO POR MARA GARDENIA LOPES QUE DESDE PEQUENA DOMINA A ARTE DO ARTESANATO E DE SUAS DIVERSAS FORMAS E GENEROS, CAPACITANDO MÃES QUE AJUDA NO DESENVOLVIMENTO ATUAL DO PROJETO, FUNDADA DESDE 2016 O PROJETO HOJE CONTA COM 250 PARTICIPANTES, A MAIORIA SÃO MAES DE FAMILIA QUE APRENDE O OFICIO COMO PROPRIA GERAÇÃO DE RENDA, E O ARTESANATO PARA OS JOVENS AJUDA NA EVOLUÇÃO SOCIAL E CULTURAL DOS MESMOS FAZENDO SAIREM DO SUBMUNDO DA QUAL NOSSA COUNIDADE É VASTA, NOSSA PROPOSTA VISA REALIZAR EM FORMATO ONLINE, APRESENTAÇÃO DO NOSSO PROJETO E ENSINAR AO VIVO CRIAÇÕES GERADORAS DE RENDA E EMPREGABILIDADE, NOSSO PROJETO JÁ AJUDOU MAES, PAIS E PESSOAS QUE DEVEM A JUSTIÇA A SE TORNAREM PESSOAS MELHORES E DE BOA IDOLE, AJUDAMOS NA SUSTENTABILIDADE, E NO CUIDADO AO MEIO AMBIENTE E INGRESSADO DE FORMA IGUAL PORTADORES DE NECESSIDADES ESPECIAS, NOSSA LIVE CONTARA COM UM INTERPRETE DE LIBRAS AJUDANDO NA CONSTRUÇÃO DE NOSSO PROJETO.Objetivo geral Capacitar 120 mulheres em Oficinas de Artesanato Reciclado (costura, biojóia e técnicas de artesanato) com a finalidade de criação de artigos diferenciados e geração de renda familiar. Objetivos específicos Desenvolver e/ou aprimorar habilidades para que as mulheres atendidas se tornem profissionais e, dessa forma, passem a fazer parte das pessoas economicamente ativas no país. Proporcionar o desenvolvimento humano dessas mulheres. Formar multiplicadoras, que possam levar o aprendizado da oficina para outras mulheres da comunidade. Despertar uma mudança no modo de PENSAR, de OLHAR e de AGIR que possa ter repercussão na sua relação com os filhos, a família e a sociedade. Despertar a criatividade com o objetivo de que elas tenham autonomia para desenvolver seus próprios projetos e produtos. Despertar e trabalhar uma consciência ecológica e de organização ambiental por meio do trabalho com recursos recicláveis e do conceito da reutilização. Aumento da auto-estima e do entendimento sobre a importância do seu papel na sociedade, na comunidade e na família. Organizar uma mostra e feira de artesanato ao final de cada período para expor, divulgar e vender os materiais produzidos. Metodologia A oficina será desenvolvida com base em uma metodologia participativa, a qual permitirá a todos os componentes do grupo vivenciarem e opinarem sobre as atividades, ou seja, terá como pressuposto uma reflexão contínua sobre a práxis. Dessa forma, serão valorizadas suas experiências, emoções e sentimentos a fim de se construir um novo saber que seguramente promoverá diversos níveis de mudanças comportamentais. Serão considerados os seguintes aspectos: Arquitetura das aulas ou reuniões centrada na ação, na reflexão crítica sobre ela e em sua contínua revisão pelos participantes, com base em fundamentos obtidos através das provocações e estímulos fornecidos pelos orientadores / coordenadores. Conversão da sala de aula em espaço de atividades e reuniões de trabalho, com ênfase no uso da realidade externa. Exploração máxima do potencial pedagógico ou das possibilidades educacionais das atividades, priorizando assim as estratégias de transformação social. Observação e tratamento de atitudes, qualidades pessoais e habilidades – como organização pessoal e do ambiente, comunicação oral e escrita, leitura e interpretação de textos, respeito mútuo e aos direitos humanos, integridade, compromisso, assertividade, iniciativa na busca da qualidade. Reciclagem de hábitos e de modos de pensar, de agir, de sentir, como um espelho da reciclagem dos objetos. Organização ambiental e uso de recursos compatíveis com os crivos contemporâneos de qualidade, atendendo ao objetivo de promover o contato dos participantes com elementos humanos, tecnológicos e estéticos diferenciados. Dinâmicas de grupo.
O projeto em questão está calcado na experiência prática da Casa DE MARA GARDENIA LOPES ao longo dos seus 20 anos de atividades bem sucedidas na região do bairro do Canindezinho , periferia da Cidade de Fortaleza- CE. A entidade desenvolve um trabalho de recuperação de crianças e jovens que vivem em situação de extrema vulnerabilidade social para uma vida autônoma e produtiva, atendendo hoje 20 indivíduos. Em 2016, quando foi iniciado o trabalho com atendimento a um grupo de 7 a 12 crianças, havia atividades apenas duas vezes por semana no período da tarde. Estas se limitavam a aulas de reforço escolar e de modelagem de cerâmica, pois as crianças da comunidade tinham muitos problemas de rendimento escolar. Assim, o reforço dava-lhes base e auxílio para o acompanhamento dos estudos, e a cerâmica contribuía para o seu equilíbrio emocional. Além das aulas, era fornecido um lanche às crianças, custeado pelos próprios voluntários. No final de 2016, as vagas já haviam sido ampliadas para 100, e as atividades, para todos os dias da semana. Em 2016, a Casa precisou passar por uma reforma para poder acomodar todas as crianças matriculadas, cujo número já estava em torno de 150. As Oficinas Culturais, Pedagógicas e as de Capacitação Profissional para jovens existem desde 2016, em complementação ao Projeto Cidadania, carro-chefe da instituição. Este atende hoje 250 crianças e jovens, de 6 a 18 anos, com atividades diárias, que visam promover seu auto-desenvolvimento e o reconhecimento de suas potencialidades através do incentivo à curiosidade e ao prazer pelo estudo, pela descoberta e pelo aprendizado constante. Já as oficinas acontecem em dias alternados, têm duração de aproximadamente 12 meses e atendem a um número grande de pessoas do entorno. Partindo dessas experiências, as quais trouxeram resultados extremamente positivos ao longo dos anos, percebeu-se a necessidade de ampliar o atendimento às mães da comunidade, sendo esta também uma maneira de, indiretamente, atuar no desenvolvimento das crianças. Dessa forma, aumentando a auto-estima da mãe e fazendo-a mudar sua visão e seu modo de pensar e agir, imediatamente implicaria em uma mudança na relação familiar. Além disso, desenvolvendo uma habilidade e conhecendo os mecanismos de criação, produção e distribuição de um produto artesanal, as mulheres podem contribuir para aumentar a renda familiar e, consequentemente, passar para uma condição de cidadãs economicamente ativas na sociedade. O Projeto se justifica pelo fato de que dará a chance a mulheres excluídas economicamente, socialmente e culturalmente de se inserirem na sociedade a partir do seu próprio trabalho e do seu desenvolvimento pessoal. O resultado do seu trabalho serão objetos de artesanato e, porquanto, produtos que representam um recorte da cultura brasileira, produzidos por mulheres do subúrbio de Fortaleza Além disso, o fato de os objetos serem confeccionados com materiais recicláveis vem de encontro com o momento atual que as sociedades desenvolvidas estão vivenciando, de preocupação com o meio-ambiente e aprendizado sobre a necessidade de reutilizar. O projeto é, portanto, fundamentado em uma necessidade social e em uma questão contemporânea e deverá causar uma profunda transformação cultural nas pessoas da comunidade, bem como nas de fora dela que tiverem contato com esses produtos culturais de artesanato. O projeto fomenta o protagonismo das mulheres da comunidade, de modo que elas se tornem criadoras, produtoras, donas de seus próprios projetos e cidadãs economicamente ativas. Ademais, elas se tornarão multiplicadoras e poderão ensinar outras mulheres da comunidade e, mais adiante, formar associações de mulheres artesãs. Outras ações promovidas pela Casa da Mara Gardenia já trouxeram conquistas significativas para os moradores do bairro Canindezinho, tais quais mudança nas relações sociais e melhora na qualidade de vida da população, principalmente entre crianças e adolescentes. O trabalho precisa, portanto, ser ampliado chegando às mães, para que gere uma transformação ainda mais efetiva naquela comunidade. Além disso, como se trata de uma região extremamente carente é fundamental que se produzam cada vez mais iniciativas como esta, através das quais se busque conquistar uma inserção social efetiva para aquela população, disseminação e fomento da cultura, protagonismo e valorização do ser humano. Por todos os benefícios expostos acima, são verificados 3 grandes diferenciais que o projeto possui: foco na relação intrínseca entre cultura e mercado, aos moldes da Economia Criativa e Economia Solidária; conceito da reutilização/reciclagem abordado de forma abrangente, de modo se suas aplicações não se detenham aos produtos criados, mas também ao intangível, ou seja, modos de ser, de pensar, de agir, de sentir; promove uma transformação integral e efetiva nas vidas das participantes. O projeto é de natureza cultural pois: 1. Acesso gratuito; 2. Desenvolvimento do ser humano; 3. Criar condições para mulheres de classes CDE produzirem arte; O projeto está baseado nos seguintes artigos da Lei 8.313/91: I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais; III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória; IX - priorizar o produto cultural originário do País. De forma geral queremos realizar por meio deste apoio a continua do trabalho artesanal, que de forma nossa proposta seja aceita iremos realizar uma live ensinando de forma livre e gratuita confecção de artesanato através de materias reciclaveis, visamos que já realizamos oficinas em diversas areas de Fortaleza, como instituições, associações, escolas, presidios entre outros aonde são administradas pelos próprios alunos do nosso projeto que destaca a periferia como grande celeiro cultural de fazer arte e cultura.
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